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Projeto Percursos Formativos na Raps é tema de encontro em Brasília para edição temática do Cadernos do Cuidado

25 de Janeiro de 2018

Uma oficina para escrita colaborativa foi realizada no último dia 23/01, na qual atores envolvidos no projeto se reuniram para definir estratégias de publicações de artigos e relatos de experiências

Na última terça-feira (23/01), a equipe do Observatório do Cuidado se reuniu com atores do projeto “Percursos Formativos na Rede de Atenção Psicossocial” com objetivo de articular uma proposta de escrita colaborativa para que as produções sejam publicadas em edição especial da Revista Cadernos do Cuidado. O encontro aconteceu na Fiocruz Brasília, no Distrito Federal, e teve o apoio do Núcleo de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da Instituição.

A oficina contou com a presença da coordenadora do Observatório do Cuidado, Cristina Guimarães; do coordenador do Núcleo de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da Fiocruz Brasília, André Guerrero - juntamente com alguns profissionais de seu grupo de pesquisa; do médico sanitarista, Luiz Cecílio; do professor e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Roberto Tykanori, bem como com a participação dos tutores da última fase do projeto chamada “Engrenagens da Educação Permanente”.

Na ocasião, a coordenadora do Observatório do Cuidado, Cristina Guimarães, apresentou a plataforma virtual aos participantes, bem como falou a respeito da Editoria de Pesquisa e Produção (EPP) e sobre a Revista Cadernos do Cuidado, juntamente com a editora executiva do periódico, Fernanda Tavares. “Precisamos ter registros e criar memórias porque isso nos dá referências. Muito do meu estar aqui e do encontro entre o Observatório do Cuidado e projetos de formações é movido por esta lógica. Precisamos visibilizar, publicizar todo o conhecimento construído, pois isso nos fortalece”, ressaltou Cristina.

Para a profissional do Núcleo de Saúde Mental, álcool e outras Drogas da Fiocruz Brasília e uma das organizadoras do encontro, June Scafuto, essa é uma tentativa de dar mais visibilidade ao projeto. “O contato com o Observatório do Cuidado surgiu de uma conversa com o Roberto Tykanori, em São Paulo, em que ele comentou que estava como editor científico da Revista Cadernos do Cuidado. A partir daí conseguimos estruturar esta oficina para amadurecer a proposta de fazer uma edição especial a respeito do Percursos Formativos na Raps”, explica.

No segundo momento do encontro, o médico sanitarista e editor científico convidado para esta edição da revista, Luiz Cecílio, impulsionou que os tutores pensassem juntos nas possíveis temáticas da edição, bem como pactuassem um cronograma prévio de produção. A proposta inicial é que esta seja uma escrita colaborativa tendo esses profissionais encabeçando os artigos em parceria com os ativadores de rede.

“A ideia da revista é conseguir fazer um registro do que foi feito durante o projeto e um registro dos impasses que a política encontrou, em particular a sua viabilização junto aos municípios. A própria elaboração da revista, de alguma maneira, será como um instrumento aglutinador das pessoas, para que elas continuem achando que vale a pena fazer política, além de fazer um balanço do que foi feito e acumulado”, enfatiza Luiz.

Para o professor e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Roberto Tykanori, essa iniciativa é muito valiosa, pois o projeto foi extremamente extenso, já que 17 municípios receberam pessoas e 80 municípios participaram do processo. “Nossa expectativa com as publicações no periódico é que se reative as pessoas nessa mobilização nacional, que alimente o trabalho difuso por todas essas cidades, que realimente o ânimo dos trabalhadores e consiga-se gerar sínteses e operacionais que possam servir como marco de desenvolvimento do processo da reforma psiquiátrica daqui pra frente”, conclui.

Percursos Formativos na Rede de Atenção Psicossocial

O projeto teve início em 2013 com o objetivo de desenvolver uma troca de experiências entre equipes dos serviços de Saúde Mental de diferentes estados e municípios, bem como teve o foco na ampliação das possibilidades de intervenção desses profissionais a partir da convivência com outras realidades e por meio do aprendizado entre pares e de colaboração mútua.

Foram quatro etapas do projeto: I) “intercâmbio entre experiências” de 160 horas para profissionais dos serviços de Saúde Mental; II) oficinas de 40 horas para atualização e integração do trabalho em rede; III) desenvolvimento e execução de um Plano de Educação Permanente (PEP); e IV) fomento à circulação de saberes sob a mediação de um profissional com expertise no tema da Saúde Mental - chamado de componente de Engrenagens da Educação Permanente.

Considerando todo o escopo das ações desenvolvidas, o intercâmbio entre experiências contou com a participação de cerca de 1.600 profissionais; 82 oficinas de integração do processo de trabalho em 82 municípios, contemplando cerca de 4.500 pessoas entre usuários da Raps, familiares, trabalhadores e gestores de diferentes serviços; o desenvolvimento e implementação de 96 planos de Educação Permanente e a execução do componente de engrenagens da Educação Permanente em 92 municípios.

Assista a entrevista com Roberto Tykanori, June Scafuto, Luiz Cecílio e Ana Marta, que falam sobre a parceria do Observatório do Cuidado com o projeto Percursos Formativos na Raps. 

Por: Camila Cruz

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