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Segurança do Paciente é tema de oficina do Projeto Itinerários do Saber

8 de Fevereiro de 2018

Encontro reuniu entre os dias 6 e 7 de fevereiro, no Rio de Janeiro, representantes de 25 ETSUS de todo o país com o objetivo de contribuir para elaboração de um Marco Situacional do Plano Pedagógico Participativo considerando as particularidades das cinco regiões do país

Com a proposta de discutir questões norteadoras de formação sobre a temática de Segurança do Paciente, representantes de 25 Escolas Técnicas do SUS estiveram reunidos na “Segunda Oficina do projeto Itinerários do Saber”. O encontro aconteceu entre os dias 6 e 7 de fevereiro, no Rio de Janeiro, com o objetivo de contribuir também para a elaboração de um Marco Situacional do Plano Pedagógico Participativo com foco nas particularidades das cinco regiões do país.

A dinâmica do encontro foi baseada na formação de grupos, divididos por regiões, para que houvesse uma contextualização e fundamentação teórica para o início de construção do plano pedagógico. Dados sobre a situação de saúde, vigilância em saúde, informação relevante sobre os serviços ofertados e normativas vigentes (nacionais ou locais) são alguns dos exemplos de registros que compuseram a primeira discussão sobre a temática de Segurança do Paciente.

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De acordo com a coordenadora do projeto Itinerários do Saber, Maria Cristina Guimarães, o objetivo do evento foi estimular uma construção conjunta, para que todos trabalhem em rede, refletindo sobre o que os une dentro do tema. “O convite não é para que vocês abram mão de suas demandas, mas será que é possível fazermos algo diferente? Quando houve a chamada com as demandas de cursos, recebemos mais de 50 propostas e aí acendeu uma luz. O nosso compromisso é o Cuidado e pensar uma formação em Segurança do Paciente para o nível técnico com foco no Cuidado é o nosso convite hoje para vocês”, ressaltou Cristina.

Particularidades sobre a temática por região

Na ocasião, os representantes das ETSUS se reuniram para uma reflexão ampla sobre a temática abordada, tendo cada grupo um mediador e um relator. Para a mediadora da região Sul, Daniela Souza, o encontro foi muito valioso pelo próprio exercício de ouvir e compartilhar com o diferente. “Além das metas de Segurança do Paciente, vimos a importância em dar muita ênfase ao Cuidado, a empatia e a cultura da qualidade da Segurança do Paciente como focos norteadores das práticas dos profissionais do SUS da nossa região. Esse encontro me trouxe algumas perspectivas que não enxergava como tão importante. Me abriu novos horizontes”, completa.

Já para a mediadora do Norte, Raimunda Fortaleza de Sousa, essa oportunidade de compartilhamento foi fundamental, considerando que todos os estados dali fazem parte da Amazônia Legal. “Uma questão que ficou muito forte no grupo foi que precisamos conhecer os dados estatísticos do nosso território, só podemos elaborar processos educacionais em saúde diante das necessidades, diante de problematizações com os profissionais. Por esse motivo, tiveram perguntas na oficina que não soubemos quantificar. Para além disso, identificamos alguns eventos adversos comuns nos estados que é a questão do erro medicamentoso, a lesão por queda e a infecção hospitalar.

Por sua vez, a mediadora do Sudeste, Kelly Cristina Franco, explica que em seu grupo foi possível unir a opinião de cada um e perceber que a realidade dos territórios é bem próxima, embora o estado de Minas Gerais tenha trazido algumas outras informações diferentes e importantes. “Discutimos muito hoje sobre a cultura da Segurança do Paciente. Essa foi uma das principais reflexões. O Cefor de Pariquera-açu, por exemplo, já tem mais ou menos um plano de curso estruturado com este foco, conseguimos juntar um plano regional que já existia de São Paulo e adequar ao nosso território”.

De acordo com a mediadora do Centro-Oeste, Noíse Maciel, mesmo que não seja possível sair ainda com um plano de curso, esse encontro serviu para a reflexão coletiva sobre a temática de Segurança do Paciente. “Em nosso grupo conseguimos identificar três temas que sobressaíram relacionados à Segurança do Paciente: Atenção hospitalar, atenção básica e urgência e emergência. A partir de agora as expectativas são muito grandes, porque os profissionais estão esperando muito pela formação nessa temática, além de querer que o processo metodológico dessas formações seja ativo”, ressaltou.

O Nordeste foi dividido em dois grupos, um mediado por Elielma de Sá e o outro por Lídia Guedes. Segundo a mediadora do Nordeste II, Elialma, com as discussões foi possível estruturar mais ou menos um plano do que a região quer e precisa. “Estou muito motivada e que a gente consiga realmente ofertar um curso bem elaborado, repensando processos de trabalho na perspectiva da cultura de Segurança do Paciente, e não apenas implantar protocolos. Esses devem servir apenas de guia. Para isso é necessário fazer uma mobilização macro, de gestão até recepção”, finaliza.

Por: Camila Cruz

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