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Oficina do projeto Formação Integral em Saúde reúne especialistas em agravos e doenças negligenciadas de todo o Brasil

12 de Novembro de 2018

A atividade, que aconteceu nos dias 23 e 24 de outubro, em Natal, é mais uma etapa para a elaboração dos módulos educacionais dos cursos a serem ofertados para médicos e enfermeiros, e ACS e ACE.

Entre os dias 23 e 24 de outubro, a equipe do Observatório do Cuidado esteve reunida em Natal (RN) com técnicos da Atenção Básica e Vigilância em Saúde, ambas do Ministério da Saúde, e especialistas em agravos e doenças negligenciadas prevalentes em áreas tropicais do país para a 2ª Oficina de Elaboração dos Módulos Educacionais do projeto Formação Integral em Saúde – Doenças Negligenciadas. A iniciativa tem a meta de ofertar 100 mil vagas em todo o país, sendo 10 mil vagas para o curso de aperfeiçoamento para médicos e enfermeiros, e 90 mil vagas para o curso de formação para ACS e ACE.

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A atividade é um desdobramento da 1ª Oficina realizada em setembro, em Brasília (DF), quando os especialistas estiveram reunidos para discutir as possibilidades de integração entre a Atenção Básica e Vigilância em Saúde e refletir sobre os desafios encontrados nos mais diversos territórios espalhados pelo Brasil para o controle dos agravos: Doença de Chagas, Doenças Diarreicas Agudas (DDA), Esquistossomose, Hanseníase, Hepatites Virais, Leishmanioses, Raiva, Tracoma e Tuberculose.

Como ponto de partida para a construção dos itinerários formativos a serem percorridos nos cursos, os especialistas foram convidados a se organizar em grupos para que pudessem descrever cinco territórios distintos, cada um com suas próprias características relacionadas a cultura, história, desenho político, equipamentos existentes, ambiente, entre outros elementos. Os grupos foram divididos da seguinte forma: dois territórios com características urbanas; dois com características rurais; e um rururbano.

Assim, na segunda oficina, cada grupo teve a oportunidade de fazer uma apresentação do seu território e descrever casos a partir de suas características. A expectativa é que, construído esse itinerário formativo com base na integração, os profissionais de saúde poderão estudar e aprofundar o conhecimento em relação aos agravos, só que agora estarão inseridos em um contexto e não isolados da sua própria realidade.

Para Rita Maria, membro do Núcleo Pedagógico do projeto, reunir pessoas com diferentes olhares, formações e histórias de vida para juntas construírem um itinerário formativo, é um momento de muito compartilhamento, enriquecimento e aprendizado. “Construir esse itinerário formativo foi pensar junto do coletivo o caminho a ser percorrido pelos profissionais de saúde. A partir desse itinerário, nós então vamos construir o projeto pedagógico do curso de aperfeiçoamento para médicos e enfermeiros e o projeto do curso de formação para ACS e ACE”, explica Rita.

De acordo com a coordenadora do Observatório do Cuidado e do projeto Formação Integral em Saúde, Maria Cristina Guimarães, ao refletir sobre como fazer uma formação integrada para discutir doenças negligenciadas, o entendimento foi que a proposta deveria ir para além da formação sobre doenças específicas, já que muitas iniciativas já haviam sido colocadas em curso e que efetivamente não se tinha conseguido ancorar uma grande mudança de forma sustentável na prática.

“Decidimos inovar e fazer algo absolutamente novo, apostando primeiro em uma estratégia de integração entre a atenção básica e vigilância em saúde no território, para que essa integração nas suas mais diversas perspectivas pudesse ancorar um processo de discussão em doenças negligenciadas. Neste sentido, nossa proposta é pensar uma formação que a gente discuta a integração no próprio território”, ressalta Cristina.

Por Igor Cruz 

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